Dezessete edições, cinco estados, 16 municípios e mais de 11.500 mulheres diretamente impactadas. Esses números descrevem a trajetória do Bordando Memórias, projeto cultural que parte do bordado e dos saberes tradicionais para construir algo maior do que uma oficina: uma jornada de formação, criação e autonomia econômica.
Para empresas que avaliam o investimento social privado por meio da Lei Rouanet, o histórico de execução é um dos critérios mais relevantes. É ele que permite distinguir uma ação pontual de uma iniciativa com metodologia, escala e capacidade de continuidade.
O que é o Bordando Memórias?
O Bordando Memórias é uma plataforma cultural-formativa itinerante, proposta pela Eva360., que une bordado, memória afetiva, audiovisual, protagonismo feminino e economia criativa. Criado em 2018, o projeto chega ao Ciclo 4 e à sua 17ª edição em uma fase mais madura e estruturada.
O ponto de partida é cultural: o fazer manual como patrimônio vivo e linguagem de criação. A partir dele, o projeto conecta memória, identidade, formação, desenvolvimento de produtos, economia criativa e geração de renda.
As mulheres participam como detentoras de saberes, artesãs e criadoras. O projeto reconhece o conhecimento que elas já carregam e amplia as condições para que ele circule, seja qualificado e encontre espaço econômico.
Cultura como ponto de partida para a inclusão produtiva
Saberes tradicionais costumam ser tratados como patrimônio a preservar. Isso é legítimo, mas incompleto. Preservar também é criar condições para que esses conhecimentos continuem vivos, valorizados e conectados a novas possibilidades econômicas.
É nessa interseção que a inclusão produtiva encontra a economia criativa. A lógica do projeto percorre um caminho claro: saberes tradicionais, formação, desenvolvimento de capacidades, criação de produtos, comercialização, geração de renda, autonomia e fortalecimento territorial. A cultura permanece como eixo dessa jornada.
Trajetória em números
Os dados históricos ajudam a dimensionar o que foi realizado:
17 edições executadas;
5 estados e 16 municípios percorridos;
138 turmas formadas;
+11.500 mulheres diretamente impactadas;
+70.000 pessoas mobilizadas ou alcançadas.
Dezessete edições representam uma metodologia aplicada, adaptada e aprimorada em contextos, territórios e comunidades diferentes. Cada uma das 138 turmas é uma unidade de execução, que exige mobilização local, acompanhamento e documentação. Isso importa para quem analisa projetos incentivados, porque mostra que o modelo foi testado e que existem registros, indicadores e documentação sobre sua execução.
O número de mulheres impactadas dimensiona a escala, já o de pessoas mobilizadas indica que o projeto circula para além de quem participa das turmas, com oficinas e exposições que criam presença pública nos territórios.
O que os números comprovam e o que ainda são projeções
Esses são resultados históricos acumulados. Servem de base de credibilidade para o que vem a seguir, mas não equivalem às metas do Ciclo 4, que são projeções de atuação e potencial de alcance, e não resultados já realizados. Para o investidor, a distinção importa: o histórico comprova capacidade de execução, e a projeção indica a direção da próxima etapa.
Ciclo 4: da formação à geração de renda
O Ciclo 4 representa uma evolução na proposta. A experiência de formação cultural segue como base, e a jornada passa a incluir etapas que ampliam a possibilidade de continuidade:
formação → incubação → desenvolvimento e qualificação de produtos → comercialização → manutenção e acompanhamento.
O ciclo prevê atuação em 5 territórios, com até 200 mulheres por território.
Há também uma mudança de enfoque: a nova edição prevê acompanhar a evolução da renda gerada, a autonomia das participantes e a qualificação dos produtos. Para o investidor, essa estrutura responde a uma pergunta recorrente: o que permanece depois que a ação termina?
Nenhuma estrutura elimina riscos. Ainda assim, um projeto desenhado para a continuidade, com acompanhamento e indicadores, está mais bem posicionado para gerar legado mensurável do que uma ação concentrada em um único momento.
Impacto social e territorial
A cultura é, ao mesmo tempo, o ponto de partida e o meio de acesso. O Bordando Memórias trabalha com saberes que já existem nas comunidades e cria condições para que sejam valorizados, qualificados e conectados a novas possibilidades econômicas.
Na dimensão territorial, o projeto circula por diferentes regiões, fortalece grupos locais, promove a circulação de conhecimento e, no Ciclo 4, busca construir relacionamento de longo prazo nos territórios. O objetivo é que a atuação deixe capacidade instalada, e não apenas um evento realizado.
ESG social e ODS na prática
O pilar social é o eixo principal do projeto. A relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se dá em três frentes:
ODS 5 (Igualdade de Gênero): as mulheres são protagonistas em todas as etapas, e a geração de renda é tratada como vetor de autonomia econômica e ampliação de oportunidades.
ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico): a jornada conecta formação, desenvolvimento de produtos, economia criativa e geração de renda.
ODS 10 (Redução das Desigualdades): a atuação em diferentes territórios amplia o acesso à formação e fortalece mulheres e comunidades.
Capacidade de execução e governança
A credibilidade de um projeto cultural se sustenta em três elementos: histórico, método e mensuração. O Bordando Memórias reúne 17 edições realizadas, metodologia já aplicada, documentação institucional e indicadores disponíveis. O Ciclo 4 foi pensado com uma estrutura voltada à continuidade e ao acompanhamento de resultados.
Conheça o projeto
Para entender a trajetória, os indicadores e a proposta do Ciclo 4 em detalhe, conheça o Bordando Memórias na plataforma Incentiv e descubra como cultura e inclusão produtiva podem caminhar juntas. Acesse incentiv.me e saiba mais!


