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Brasil com S: conectando Cultura, Diversidade e Desenvolvimento Socioeconômico

Descubra como o projeto Brasil com S, da Embratur, utiliza o audiovisual para promover o turismo, valorizar territórios e impulsionar o desenvolvimento social.
Embratur

Toda história tem um lugar. Um vilarejo à beira-rio, uma aldeia na floresta, uma cidade que carrega séculos de tradição em suas ruas. Quando essa história chega às telas – em um curta-metragem, em um documentário, em uma série – algo se desloca: o espectador deixa de apenas assistir e passa a desejar. Deseja conhecer o lugar, entender a cultura, viver a experiência que viu representada. É esse deslocamento, do olhar para o desejo e do desejo para o deslocamento físico, que dá nome ao conceito de turismo audiovisual (screen tourism): a capacidade das narrativas de transformar destinos em lugares procurados pelo público.

É esse conceito que estrutura o Brasil com S, iniciativa da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo – que utiliza o audiovisual como instrumento de promoção da imagem do país e de conexão entre produção cultural, territórios e turismo. O projeto parte de uma premissa simples de enunciar e complexa de executar: histórias bem contadas podem aproximar públicos de territórios, e essa aproximação pode movimentar cultura, trabalho e renda.

Um setor que precisa se olhar de forma mais ampla

O audiovisual brasileiro é reconhecido internacionalmente pela qualidade de sua produção, mas convive com desafios estruturais que o Brasil com S se propõe a endereçar. Há uma concentração histórica de recursos e de narrativas em determinados polos de produção, o que limita a visibilidade de realizadores de outras regiões do país. Há também uma necessidade constante de profissionalização e capacitação de novos talentos, e uma sub-representação de grupos que, mesmo protagonizando parte relevante da diversidade cultural brasileira, seguem com pouco espaço diante das câmeras – e atrás delas.

O projeto responde a esse cenário com uma lógica de fomento que vai além do financiamento de obras: ele combina produção audiovisual com formação técnica, por meio de mentorias, oficinas e atividades formativas gratuitas que aproximam novos realizadores do mercado e fortalecem sua capacidade profissional.

O que os números revelam

Os números da segunda edição do Brasil com S ajudam a dimensionar o alcance de uma iniciativa que busca descentralizar oportunidades, ampliar a diversidade no audiovisual e aproximar produção cultural e desenvolvimento territorial:

  • A iniciativa recebeu um total de 175 inscrições;
  • 110 inscrições da Amazônia Legal — e mais de 60% dos projetos inscritos vieram da mesma região:
  • +65% dos projetos liderados por grupos sub-representados, ou seja, a maioria das propostas foi liderada por pessoas desses grupos;
  • Foram escolhidas 5 obras audiovisuais inéditas para receber o apoio;
  • Cada projeto selecionado recebe R$ 120 mil para produção;
  • O resultado foi R$ 600 mil em investimento direto, destinado às cinco obras selecionadas;
  • 25 horas de mentoria por equipe — cada equipe tem cinco encontros individuais de desenvolvimento;
  • 2 oficinas coletivas — as equipes também participam de momentos de formação e troca;
  • O projeto também contou com uma aula on-line e gratuita para até 50 participantes;
  • E o público prioritário é focado em jovens de até 30 anos.

 

Território, memória e turismo: os cases da primeira edição

Os curtas selecionados na primeira edição do Brasil com S ilustram, de forma concreta, como o projeto articula cultura, território e inclusão.

Entre Sinais e Marés trouxe para o centro da narrativa a comunidade surda, com atores e diretor surdos à frente do projeto e um diretor de fotografia vindo da Ucrânia compondo a equipe. Mais do que representar a inclusão diante das câmeras, o curta evidencia que ela também pode – e deve – acontecer atrás delas, ampliando as perspectivas de quem produz o audiovisual brasileiro.

Huni Kuï: o Povo Verdadeiro registrou a vida e o turismo etnográfico de aproximadamente 120 indígenas, organizados em 20 famílias do povo Huni Kuï, na Aldeia Vigilante, nas terras indígenas Kaxinawã do Rio Humaitá, no Acre. O curta conecta diretamente os eixos de território, patrimônio cultural e valorização de tradições indígenas na Amazônia, mostrando como o audiovisual pode dar visibilidade a formas de turismo que respeitam e fortalecem a cultura local.

Já Carimbó da Amazônia teve como protagonistas os Mestres de Carimbó Chico Malta e Hermes Caldeira, além do grupo de mulheres indígenas Suraras do Tapajó, reunindo patrimônio imaterial, turismo de base comunitária e protagonismo feminino e indígena em uma só narrativa.

Esses três curtas não são exceções dentro do projeto – são evidências de um método: selecionar histórias capazes de mostrar territórios, tradições e comunidades que raramente ocupam o centro das telas.

Um projeto que dialoga com o desenvolvimento sustentável

Dentro da estrutura ESG, o pilar Social é o eixo central do Brasil com S, e essa centralidade se manifesta na conexão do projeto com objetivos de desenvolvimento sustentável específicos. O ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico se relaciona ao fomento da cadeia produtiva audiovisual, à geração de oportunidades profissionais e à conexão com atividades econômicas associadas ao turismo. O ODS 10 – Redução das Desigualdades dialoga com a descentralização do fomento, a diversidade regional das inscrições e a inclusão de grupos historicamente sub-representados. Já o ODS 4 – Educação de Qualidade encontra correspondência direta nas mentorias, oficinas, aulas gratuitas e na formação técnica oferecida aos realizadores.

A acessibilidade, por sua vez, não é tratada como um benefício adicional, mas como parte estruturante da execução do projeto – presente em recursos como VLIBRAS, compatibilidade com leitores de tela como o NVDA, tradução em Libras e audiodescrição, aplicados tanto na seleção quanto na condução das atividades formativas.

Governança e o papel das leis de incentivo

O Brasil com S é um projeto aprovado no âmbito da Lei de Incentivo à Cultura, o que lhe confere um plano de trabalho técnico estruturado e uma coordenação conduzida por profissionais com experiência em audiovisual, festivais e gestão cultural. Essa estrutura de governança não elimina os riscos inerentes a qualquer iniciativa cultural, mas oferece a um potencial parceiro elementos concretos de planejamento, acompanhamento e critérios de seleção – fatores que contribuem para uma parceria institucional mais consistente.

É nesse ponto que o investimento social privado encontra um caminho natural de conexão com o projeto. Empresas com estratégias voltadas a ESG, cultura, diversidade, economia criativa, turismo, desenvolvimento territorial ou projeção internacional da imagem do Brasil encontram, no Brasil com S, uma agenda já estruturada à qual podem se associar – não para dar início a uma transformação, mas para potencializar um impacto que já está em curso.

Histórias que colocam territórios no mapa

A iniciativa da Embratur não é apenas um projeto audiovisual: é uma iniciativa que utiliza histórias para conectar cultura, território, diversidade, formação e turismo, ampliando a presença de narrativas brasileiras em circuitos nacionais e internacionais. Quando uma história chega às telas, ela também pode colocar um território no mapa – e um investimento estruturado pode ajudar essas histórias a alcançar ainda mais pessoas.

Quer transformar investimento em visibilidade, desenvolvimento e impacto?

Conheça o Brasil com S e descubra como sua empresa pode apoiar uma iniciativa que conecta audiovisual, turismo, cultura e desenvolvimento territorial. Acesse app.incentiv.live e saiba mais.

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